domingo, 22 de maio de 2011

Ausência de luz


No escuro me encontro
Sozinho, com medo
Me escondo de tudo
Coragem me falta
O que ei de fazer?
Já não tenho forças
para amar...
Muito menos para sofrer
Da vida já não espero
Do tempo quero rapidez
O amanhã não virá
Hoje pertenço a terra
Dela só espero paz

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Boêmia


Amizade boêmia
É uma beleza
Quando tem cerveja
E petisco na mesa
Caixa de fósforo
Vira batuque
Causo vira conto
Há sempre mais um lugar
E só colar e se sentar
Aqui a festa não tem hora para acabar

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Enchantement


Vi uma briga
Por cautela
Não me meti
Reparei como era bela
Exaltada ela discutia
Nervosa ela me parecia
Na briga eu não me prendi
Pois em seu rosto me deti
Me perdi em seus traços
Lado a lado eu fiquei
A briga se findo
E só aos pouco
Fui retomando
O que a bela me tirou

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Rebú do Desamparado


Descalço estou
Assim vou andando
Tomo a estrada e vou - me embora
Destino?
Só procuro paz
Calos eu já tenho
A jornada não é fácil
Sigo em frente
Dobro a esquerda
Viro à direita
Mal sabe eu
Que rota não há.
Todas estradas me levam,
Ao mesmo lugar.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Involuntário

Ela passa
Joga charme
Devagar ela vai e vem
Nesse movimento
Meu coração vai também
Quanta malicia há em seu caminhar?
Só de pensar
Meu coração quer retornar
E nesse movimento
Continuo de vai e vem
Eu já nem sei quem.

terça-feira, 8 de março de 2011

Traje do ultraje

Visto
Meu melhor traje
Só para te ver  
Você passa...
Faz pouco caso
E ao acaso eu me entrego
Pouco importa,
pois sem seu caso eu me acabo
Sem seus sinais
Me tranco, me atraco
Na solidão eu me finco
Sem saída
Eu simplesmente deixo de ser.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

46

Mp3 ligado. Música no último volume. Era só mais uma ida para o centro de Niterói.  A “viagem” seguia calma e tranquila. A bordo do 46, sem muito conforto só vendo tudo passar. Nada parece chamar a atenção. De ponto em ponto todo mundo desce, todo mundo sobe. Não há tempo para devaneios. É melhor se apressar, o 46 não costuma esperar.
Olho ao redor. Vejo vultos, vejo pessoas?  Todos cansados, todos exaustos. Não há como diferenciar quem é quem. É melhor se apressar, o 46 já vai passar.
Tic tac, o relógio não para de resmungar. Eu já vou me atrasar, ainda falta muito chão para andar, será que vai dar? E melhor eu me acalmar, o 46 não costuma falhar.
                                                                                                           
Quem ficou para trás, é melhor esperar. O  46 costuma demorar.