quarta-feira, 4 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Rebú do Desamparado
Descalço estou
Assim vou andando
Tomo a estrada e vou - me embora
Destino?
Só procuro paz
Calos eu já tenho
A jornada não é fácil
Sigo em frente
Dobro a esquerda
Viro à direita
Mal sabe eu
Que rota não há.
Todas estradas me levam,
Ao mesmo lugar.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Involuntário
Ela passa
Joga charme
Devagar ela vai e vem
Nesse movimento
Meu coração vai também
Quanta malicia há em seu caminhar?
Só de pensar
Meu coração quer retornar
E nesse movimento
Continuo de vai e vem
Eu já nem sei quem.
terça-feira, 8 de março de 2011
Traje do ultraje
Visto
Meu melhor traje
Só para te ver
Você passa...
Faz pouco caso
E ao acaso eu me entrego
Pouco importa,
pois sem seu caso eu me acabo
Sem seus sinais
Me tranco, me atraco
Na solidão eu me finco
Sem saída
Eu simplesmente deixo de ser.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
46
Mp3 ligado. Música no último volume. Era só mais uma ida para o centro de Niterói. A “viagem” seguia calma e tranquila. A bordo do 46, sem muito conforto só vendo tudo passar. Nada parece chamar a atenção. De ponto em ponto todo mundo desce, todo mundo sobe. Não há tempo para devaneios. É melhor se apressar, o 46 não costuma esperar.
Olho ao redor. Vejo vultos, vejo pessoas? Todos cansados, todos exaustos. Não há como diferenciar quem é quem. É melhor se apressar, o 46 já vai passar.
Tic tac, o relógio não para de resmungar. Eu já vou me atrasar, ainda falta muito chão para andar, será que vai dar? E melhor eu me acalmar, o 46 não costuma falhar.
Quem ficou para trás, é melhor esperar. O 46 costuma demorar.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
E o Rio continua lindo...
“Era uma vez uma cidade de belezas mil, com um povo de alegria sem fim. Esse povo vivia em harmonia, nada tirava sua paz. Até que então...”.
Vivemos um quadro crítico. Não há mais condições para que um cidadão possa conduzir sua vida normalmente. O Estado pouco faz. Faltam ações sociais que possibilitem uma maior interação entre o poder público e a população. Esse “espaço vazio” criado pela ausência do Estado nas comunidades cariocas faz com que o crime organizado-que de organizado não tem nada- ganhe espaço.
Devido às precárias condições de vida encontradas nas comunidades carentes do Rio de Janeiro, jovens que deveriam estar cursando a escola, ingressam na vida do crime. Infelizmente, muitos desses, nem mesmo, atingem a maioridade. Essa escolha de entrar no submundo do tráfico é revestida, com um misto de esperança e busca por poder.
Enquanto, nas favelas cariocas, esse quadro cíclico e diário não se cansa de repetir, o Estado, milagrosamente, pensa numa forma de acabar com esse transtorno para a alta sociedade carioca. A grande cúpula se reúne. Pronto, já está decidido, a ordem agora é: tirar os traficantes de suas favelas e “pacificar” o povo que ali restou.
“Até que, então, bárbaros, erguendo suas armas, travam uma batalha sem um fim prévio. Um verdadeiro duelo de Titãs: de um lado a criatura, e do outro o criador. E ainda assim o Rio continua lindo...”.
Dedicatória : Pequena
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
A República das Marionetes
Mídia: conjunto de veículos responsáveis pela disseminação da informação perante a sociedade. Está responsabilidade infelizmente nem sempre é cumprida de forma correta. Muitas vezes os interesses de terceiros acabam prejudicando a qualidade da informação.
A imparcialidade deveria ser a base dos meios de comunicação. Entretanto não é isso que ocorre. A mídia acaba agindo como agente manipulador na medida em que, explicita seu ponto de vista - ou nas entrelinhas - fazendo com que a informação seja tendenciosa. Podemos citar como exemplo as disputas eleitorais, nas quais, a mídia acaba favorecendo determinados candidatos, conforme seus interesses.
No entanto, seria utópico imaginar os veículos informacionais sem que houvesse qualquer forma de tendenciosidade. A partir, do momento em que o homem se coloca na posição de escrever, ele está sujeito a manifestar sua opinião. A parcialidade é inerente ao ser humano.
Sendo assim, percebemos que as informações veiculadas em todos os meios de comunicação são inevitavelmente parciais. Devido a este quadro, a sociedade deve buscar o máximo de informações possíveis dos mais variados meios de comunicação, pois, assim o cidadão poderá construir um senso crítico, baseado na interpretação dos diversos pontos de vista apresentados. Só assim deixaremos de ser a República das Marionetes.
A imparcialidade deveria ser a base dos meios de comunicação. Entretanto não é isso que ocorre. A mídia acaba agindo como agente manipulador na medida em que, explicita seu ponto de vista - ou nas entrelinhas - fazendo com que a informação seja tendenciosa. Podemos citar como exemplo as disputas eleitorais, nas quais, a mídia acaba favorecendo determinados candidatos, conforme seus interesses.
No entanto, seria utópico imaginar os veículos informacionais sem que houvesse qualquer forma de tendenciosidade. A partir, do momento em que o homem se coloca na posição de escrever, ele está sujeito a manifestar sua opinião. A parcialidade é inerente ao ser humano.
Sendo assim, percebemos que as informações veiculadas em todos os meios de comunicação são inevitavelmente parciais. Devido a este quadro, a sociedade deve buscar o máximo de informações possíveis dos mais variados meios de comunicação, pois, assim o cidadão poderá construir um senso crítico, baseado na interpretação dos diversos pontos de vista apresentados. Só assim deixaremos de ser a República das Marionetes.
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