quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Capitalismo - A fómula para o sucesso

Capitalismo: modelo político e socioeconômico vigente na maior parte do globo, que visa o lucro dos controladores dos meios de produção. A perpetuação desse sistema traz consigo diversos problemas, os quais podemos citar a destruição de ecossistemas inteiros objetivando a produção de matérias primas para atender a lógica de mercado, a péssima distribuição de renda e a exploração da mão de obra.
A geração de capital excedente-dentro do capitalismo- é baseada na submissão dos trabalhadores que se dá de diferentes formas. Além de baixíssimos salários, há uma excessiva cobrança por parte do empresariado, o que gera em muitos casos a exploração da mão de obra. O lucro proveniente dessas práticas é convertido exclusivamente para o uso dos controladores dos meios de produção, configurando assim aquilo que chamamos de concentração de renda.
Esse quadro instalado é fruto de uma sociedade obcecada no lucro, sempre tendo como objetivo a autopromoção. A concentração de renda nada mais é do que o reflexo de um comportamento egoísta proveniente de uma sociedade consumista, onde o capitalismo se configura como o grande pilar desta estrutura. Porém, não são só os homens que sofrem com o sistema.
Para atender a demanda do mercado os grandes e pequenos empresários acabam desrespeitando o meio ambiente. A destruição do ecossistema é praticamente inerente ao modelo econômico capitalista, pois para que haja o lucro tem que se produzir “mais e mais” e para que isso ocorra nada pode se tornar um obstáculo. E se assim é, se houver uma, duas ou milhares de árvores no caminho, que essas caiam por terra.
Percebemos assim, a perniciosidade de tal modelo, que garante a manutenção de um pequeno grupo de privilegiados no “poder”, sem permitir a ascensão dos grupos marginalizados. O ensino numa sociedade capitalista parece ser um pouco “direcionado”. Os alunos -já inseridos na lógica- não aprendem conceitos básicos, apenas gravam uma simples equação matemática: x - y = w; onde o x é a receita, y é o custo e o w é o lucro. Basta seguir essa fórmula para alcançar o sucesso neste mundo onde o capital move tudo.  

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

“Tiririca é 2222! Pior que tá não fica!”

Não sei enquanto a vocês, mas ao ligar a televisão em pleno horário eleitoral, tenho certeza de que literalmente a política no Brasil não é levada a sério.

Ao invés de propostas de intervenções, vemos a exibições de “candidatos”- pelo menos é o que eles dizem- que me parecem muito mais com palhaços. Palhaços estes que fazem questão de esfregar na cara do brasileiro o quanto ele é ignorante. Pois não há outra explicação para tais campanhas, é muita audácia da parte deles subestimarem o povo brasileiro.

Infelizmente o povo gosta de ser feito de bobo. Reza a crença de que o Congresso Nacional já não é apenas aonde se decide o futuro da nação. Lá se instalou o mais novo picadeiro do Brasil, onde há shows todos os dias. Bom eu já vou comprando meu bilhete, não quero perder apresentações como as de Tiririca e Romário. Garanta já o seu.



ELEITOR PALHAÇO!

sábado, 11 de setembro de 2010

"Um salgado e um guaravita. Por favor!"

Voltando para casa de ônibus (morto de fome), reparei pela janela a quantidade de bares, lanchonetes, padarias e congêneres. A partir desta percepção comecei a refletir sobre a questão da “fome”.

Esta mazela, não se perpetua por falta de alimentos, e sim pela sua má distribuição. A fome e reflexo direto
dá péssima distribuição da riqueza. Os mais abastados gozam da fartura de alimentos, enquanto que a parcela mais necessitada da população- a maior parte - sente na pele o drama da fome. Pseudos-intelectuais afirmam que a população é grande demais e não há alimentos suficientes para todos (malthusianos).

Thomas Malthus acreditava que a população crescia em progressão geométrica enquanto que a produção de alimentos crescia em progressão aritmética. No entanto Malthus não cogitou a modernização agrícola, que fez com que a produção aumentasse (absurdamente), tornando sua afirmação falaciosa.

Sendo assim a questão da fome vai muito além da razão entre “população/alimentos”. A profunda desigualdade, os processos longínquos (colonialismo, neocolonialismo) e os conflitos armados, são alguns dos motivos para tal quadro. É. Precisa-se de mudança urgentemente.